O ano de 1962 assistiu ao despontar de mais uma figura de referência no automobilismo nacional, um nome que ficaria para sempre ligado à história da marca Porsche em Portugal. Quando se inscreveu no Critério de Iniciados de 1962 Américo Nunes tinha já 32 anos de idade e era funcionário antigo da Guérin, o importador nacional da Porsche, razão pela qual participou na prova ao volante de um 356 "Notchback" 1600 S. No lugar do "pendura" estava já aquele que viria a ser o seu inseparável companheiro em muitos ralis ao longo de quase vinte anos, Evaristo Saraiva.
Porsche 550 SPYDER - Uma outra história de sucesso
Veloso Matias
Francisco Veloso Matias, segundo classificado no Rallye à Praia da Areia Branca 1961. O vencedor foi Basílio dos Santos, também em Porsche.
O carro era um 356 Super 90 chassis 111871 que tinha a matrícula EA-58-04, importado em Junho de 1960. O
seu último proprietário conhecido (2012) dá pelo nome de Ricardo Antunes.
O Primeiro
Algarve Rennen 2008, Autódromo Internacional do Algarve. O Porsche 356 matrícula IG-67-87, também conhecido como "o carrito do costume", tornou-se no primeiro carro deste modelo a rodar na magnífica pista de Portimão, uma das mais bonitas e tecnicamente mais exigentes da Europa.
A informação e as fotografias são de Zico Ramone
Uma História de Sardinhas (versão oficial)
Richard von Frankenberg ficará na história da Porsche por ter sido o fundador da revista Christophorus e pelos muitos sucessos que conquistou como piloto de carros da marca durante a década de 50. Foi também jornalista e escritor de mérito, tendo estabelecido ao longo dos anos uma relação de grande proximidade com o Prof Porsche e, mais tarde, com seu filho Ferry. É ele o autor da biografia autorizada de Ferdinand Porsche, um trabalho soberbo que percorre a extraordinária carreira de um homem de génio que marcou para sempre a história do automobilismo mundial. Na página 121 encontramos o relato do frustrado negócio da troca de sardinhas por automóveis sugerido por Portugal, processo que não era tão invulgar quanto isso no ambiente economicamente deprimido do pós-guerra.
Em Madrid
Imagem do II Rallye Lisboa Madrid 1954, prova que o Clube 100 à Hora uma vez mais organizou. Nela podem ver-se os Porsche 356 pre-A de João de Castro (nº36) e Filipe Nogueira (nº37) a prepararem-se para dar início a uma prova complementar disputada já na capital espanhola. Desconhece-se que destino terá levado o EE-19-76, um Reutter Coupe 1500 de 1953 chassis #51213, mas em compensação sabe-se que o BE-19-88 continua em Portugal e passa agora por uma completa operação de restauro.
Com agradecimentos a João Correia Filipe
Com agradecimentos a João Correia Filipe
O Vencedor Absoluto
Joaquim Filipe Nogueira / Joaquim Tojal, vencedores do VI Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) em Porsche 356. A notícia e a fotografia inferior são da edição de 26 de Maio de 1952 do Diário de Lisboa.
Portugueses em Monte Carlo
Foram quatro os Porsche 356 portugueses a participar na edição XXIII do
Rallye de Monte Carlo disputado em 1953, sendo até um deles (Fernando Stock / Pinto Basto)
contemplado com o honroso nº 1 entre os 404 participantes que partiram
de Lisboa, Glasgow, Estocolmo, Oslo, Monte Carlo e Munique. Destes
apenas 356 (curioso número…) chegariam ao principado onde tudo se iria
decidir através de duas provas complementares: uma “aceleração e
travagem” e uma “regularidade” a disputar à média de 47 km/h. Além da já
referida equipa portuguesa estiveram também presentes João Capucho /
Calçada Bastos, Ernesto Martorell / Jorge Seixas e Ramos Jorge /
Castello Branco em carros idênticos, os quais viriam a ser vítimas de
uma interpretação excessivamente rigorosa da respectiva ficha de
homologação por parte dos inspectores técnicos que fez com que fossem
fortemente penalizados ou até desclassificados. De facto a referida
ficha previa que a altura máxima dos Porsche 356 fosse 88 cm mas os
carros portugueses (e outros) acusaram 91 cm o que apesar da tolerância
de 1cm prevista nos regulamentos conduziu à sua penalização /
desclassificação.
As fotografias são de Rudolfo Mailander
As fotografias são de Rudolfo Mailander
Vidago
Outono
Por vezes uma imagem diz mais que mil palavras. Foi na sexta feira passada, perto da praia do Guincho em Cascais.
Grande Prémio de Angola 1958
A 21 e 22 de Setembro disputou-se no circuito da Fortaleza em Luanda o
II Grande Prémio de Angola, prova organizada pelo Automóvel e Touring
Clube de Angola que traria à capital desta então Província Ultramarina
uma animação fora do comum. A lista de inscritos apresentava um plantel
de participantes de nível internacional tripulando algumas máquinas de
topo, entre elas os Porsche 550 Spyder dos portugueses Joaquim Correia
de Oliveira (LC-23-99) e Rui Marinho de Lemos (HF-23-70). Além destes
apresentou-se à partida um terceiro Porsche, o 356 Speedster de Emil
Duray.
Joaquim Correia de Oliveira realizou o terceiro tempo absoluto nos treinos de
qualificação, logo atrás do Ferrari 250TR da ENB tripulado pelo Conde de
Changy e do Maserati 3 litros de Álvaro Lopes. O Spyder de Marinho de
Lemos partiria da sétima posição e na linha seguinte iria surgir o 356
Speedster de Emil Dumay. Apesar do bom desempenho nos treinos o carro de Correia de Oliveira viria a abandonar à quarta volta com um êmbolo do motor partido, tendo Marinho de Lemos conhecido um destino semelhante à 27ª volta.
Fotografia da colecção Gonçalo Macedo e Cunha
Rallye do Mediterrâneo 1958
Imagem da participação do Porsche 356 A do Major Alves Pereira na edição de 1958 do Rallye do Mediterrâneo, visto aqui no decorrer de uma prova complementar realizada na cidade costeira de Cádiz, Espanha.
Viva a Noiva!
Cada vez mais requisitados para levarem noivas ao altar, os Porsche 356 portugueses continuam a demonstrar a intemporalidade do seu desenho. O último casamento aconteceu no passado fim de semana e, como sempre acontece, o carro da noiva causou a maior sensação. Por que será?
"Mané" Nogueira Pinto
Visto aqui ao volante do Porsche 356 Carrera 1500 GS matrícula IH-23-45 durante o Circuito de Monsanto de 1957, Manuel Nogueira Pinto terá sido uma das maiores promessas do automobilismo nacional da sua geração. Filho de uma grande figura do desporto automóvel (José Arroyo Nogueira Pinto) o jovem "Mané" cedo revelou um enorme talento que o poderia ter guindado a uma carreira internacional de sucesso caso não tivesse sido perseguido por uma série de problemas pessoais e por um destino cruel. Com este mesmo carro viria a vencer a Volta a Portugal de 1957.
Este Carrera GS (VIN #55398) tornou-se conhecido na época pelas mãos de João de Castro e António Borges Barreto, que com ele disputaram o Rallye Ibérico de 1956. Pertence actualmente a um coleccionador alemão.
Encontro no Estoril
Em 1988 realizou-se um encontro internacional Porsche nas instalações do Autódromo do Estoril, na altura ainda chamado Fernanda Pires da Silva. O holandês Han Le Noble foi um dos participantes com o seu Porsche 356 Roadster e no Natal desse mesmo ano enviou este curioso postal de Boas Festas a um dos seus amigos que também terá estado presente em Portugal, marcando encontro para o International Porsche 356 Meeting de 1989, que teve lugar em Lausanne, Suiça.
Com agradecimentos a Duarte Pinto Coelho
Rallye ACP Clássicos 2015
A objectiva de Gonçalo Macedo e Cunha captou nada menos que três Porsche 356 à partida para a mais recente edição do Rallye ACP Clássicos: o Porsche 356 A com o nº 1 tripulado por Frederico Valsassina /Vasco Mendes e com o nº 7 o já conhecido 356 C de José Guimarães / Filipe Villard Cortez. Diz o Gonçalo que o despromovido copiloto (era Comandante da TAP...) Filipe Villard Cortez não compareceu à partida pelo que José Guimarães terá seguido sozinho. Em breve o assunto será clarificado. O "amarelinho" de Carlos Duarte Ferreira também foi visto no local mas aparentemente terá ido "passear" porque não constava da lista de inscritos.
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