Porsche 550 SPYDER - Uma outra história de sucesso

No Ribatejo ...

Pelos caminhos do Ribatejo com paragem prolongada em Coruche para visitar o castelo que D. Afonso Henriques conquistou aos mouros em 1166 e a ermida que ali fez construir para celebrar o acontecimento e dar graças pela vitória.





O Ano Negro dos Porsche em Monte Carlo

O Porsche 356 1500 de Ramos Jorge / Castello Branco, visto aqui pouco antes da chegada a Monte Carlo durante a edição XXIII deste rallye realizada em 1953, seria um dos vários carros portugueses deste modelo a ser desqualificado devido à célebre questão da altura excessiva, a distância do topo do tejadilho ao solo. Curiosamente só os Porsche 356 portugueses foram afetados por esta aparente infração ao Regulamento.


Rallye Monte Carlo 1960

Não foram felizes as equipas dos quatro Porsche 356 franceses que escolheram Lisboa para ponto de partida para a edição de 1960 do Rallye de Monte Carlo Nas imagens de cima está o carro de Lestrade / Laborde durante as verificações técnicas realizadas em Portugal e na imagem de baixo o 356 de Gacon / Gannot já perto de Monte Carlo. Ambos acabariam por abandonar. Da capital portuguesa partiram também as equipas Dallest / Boudon e Grossot / Storr, cujos nomes também não figurariam na história do "Monte" 1960




Interlagos 1957

O piloto luso-brasileiro Fritz D´Orey à partida para mais uma corrida no circuito de Interlagos, Brasil, ao volante do seu Porsche 550 Spyder chassis #550-05 com o número 9. Este carro foi levado para o Brasil pelo grande piloto alemão Hans Stuck em 1954 e por lá ficou desde então passando por várias mãos até ser adquirido pelo nosso compatriota no início de 1957. Fritz D´Orey disputou várias provas com este Spyder tendo com ele sofrido dois acidentes, felizmente sem consequências para o piloto, que levaram a duas reconstruções totais do carro. O proprietário seguinte seria o conhecido piloto brasileiro Chico Landi.
Fritz D´Orey chegaria à Fórmula 1 em 1959 e terminaria a sua carreira em 1961 depois de ter sofrido um grave acidente durante as 24 Horas de Le Mans desse ano. Reside atualmente em Cascais, Portugal, para onde se mudou há cerca de cinco anos.


Guérin - Régua

Aspeto das oficinas da Guérin Lda na Régua, finais da década de 50.


Declaração de Venda

Um documento curiosos: uma declaração de venda (houve mais) do Porsche 356 pre-A matrícula BE-19-88 nos primeiros anos da década de 50. Este carro continua em Portugal e em processo de restauro.



Ainda o CI-82-04

Mais imagens do restaurado CI-82-04 que outrora pertenceu a Carlos Vilhena e está agora na posse de Jim Stephenson, EUA. Dizer que o trabalho ficou impecável será claramente um "understatement"




Regresso às Origens

Ernesto "Nené" Neves ganhou tudo o que havia para ganhar durante os nove anos da sua brilhante carreira automobilística que teve início em 1964 quando adquiriu um Porsche 356 B usado para disputar os seus primeiros ralis. A aprendizagem foi rápida e em 1965 conquistou a sua primeira grande vitória triunfando na Volta a Portugal desse ano fazendo equipa com Basílio dos Santos aos comandos de um Porsche 356 SC. Para recordar esses e outros momentos recebeu em sua casa um grupo de amigos que "plantaram" os seus Porsche 356 (e um 911/50) no seu jardim. O resultado está à vista.






Oops!

Publicidade Porsche inserida na edição de Janeiro / Fevereiro de 1962 da revista do Automóvel Clube de Portugal destinada a enaltecer as vitórias obtidas pela marca nesse ano e no anterior. Só que alguém decidiu incluir uma imagem que não tinha muito a ver com o assunto. Dois meses depois veio a correção e o competente pedido de desculpas.
Com agradecimentos a Ângelo Pinto da Fonseca


A Despedida do 356 Carrera GS/GT

O Circuito de Montes Claros de 1966 marcou a despedida das pistas portuguesas de um dos mais curiosos Porsche 356 alguma vez produzidos, o Carrera 2000 GS/GT que Américo Nunes adquiriu no início de 1965 graças aos bons ofícios da Guérin a cujos quadros pertencia. Apenas dois exemplares  desta versão ("dreikantshaber" ou "triangular scraper") foram produzidas pela marca de Stuttgart sob supervisão do próprio Ferry Porsche mas nem isso impediu o piloto português de introduzir algumas alterações de ordem aerodinâmica na carroçaria, como se constatou na corrida de Montes Claros.
Este carro nunca foi particularmente bem sucedido nas provas em que participou e acabaria por ter um final algo caricato quando rolava por estrada a caminho de Stuttgart onde Américo Nunes tencionava trocá-lo por algo mais competitivo. Algures em França, tal como já tinha acontecido várias vezes em Portugal, o motor falhou e nunca mais se dispôs a funcionar. Desesperado com o excesso de problemas que tinha encontrado durante os dois anos em que conduziu o Carrera GS/GT o piloto português acabou por vendê-lo por "tuta-e-meia" a um sucateiro francês e passou a dedicar-se aos Porsche 911 com o sucesso que se conhece.




O Conservador do Porsche da GNR

António José dos Santos (na foto) foi durante vários anos condutor do Porsche 356 da Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana, competindo-lhe também zelar pelas operações de manutenção e conservação do carro. A foto que se junta (em cima) foi fornecida por seu filho, Coronel Benardino Santos, e mostra o Porsche 356 com o seu condutor durante as cerimónias comemorativas do Aniversário da GNR em frente ao Mosteiro dos Jerónimos provavelmente no ano de 1972. Antes do Porsche 356 António José dos Santos teve também a seu cargo um dos Volkswagen da GNR (em baixo).







O Renascer do CI-82-04

 Depois de oito anos e centenas de horas de trabalho o americano Jim Stephenson deu agora por concluído o restauro deste Porsche 356A "sunroof coupé" de 1959 (VIN 108369) que teve em Portugal a matrícula CI-82-04 quando foi  importado para um cliente de nome Carlos Vilhena. A cor "silver" e os interiores estão de acordo com a configuração original. Tudo o resto é "matching numbers".
O carro foi encontrado em muito mau estado em 1970 e passou por mais dois proprietários até que Jim Stephenson o adquiriu e levou para os EUA a fim de ser restaurado. Agora vai começar a participar em exibições e concursos de elegância ostentando orgulhosamente a sua matrícula portuguesa.
O Jim pediu-me para tentar encontrar um "rallye badge" português de 1959, um daqueles emblemas que se colocam na grelha do capot motor. Se alguém puder ajudar por favor envie mail para jcg356@gmail.com.
De igual forma qualquer informação adicional relativa a este carro será muito bem vinda.





 

Contra Relógio na Serra

A imagem documenta o Porsche 356 de Carlos Infante de La Cerda / Alfredo Fonseca (nº 15) a ser perseguido pelo Mercedes 190 de João Graça / João Castello Branco durante uma complementar da VII Volta a Portugal de 1955. Tratava-se de um troço de 30,6 km desenhado na estrada que liga Manteigas a Gouveia em plena Serra da Estrela que devia ser percorrido na modalidade de contra relógio, opção que viria a revelar-se pouco segura e que não mais seria repetida nesta zona do país. 
Foto de João Castello Branco


O Regresso do "Tony"

Eduardo Arbues Moreira foi um dos vários proprietários do Porsche 356 pre-A matrícula BE-19-88 de 1953 que ficaria conhecido pelo curioso nome de "Tony", o mesmo que estava pintado na carroçaria durante a última fase da sua vida activa. Das suas mãos recebemos as fotografias que aqui se juntam bem como alguma documentação adicional associada ao carro que irá surgir neste espaço no momento adequado. Os muitos entusiastas dos Porsche 356 em Portugal agradecem.




Cascais, 1964

Os Porsche 356 SC de Américo Nunes e Carlos Duarte Ferreira vistos no "paddock" do Circuito de Cascais de 1964 ao lado do Ferrari 250 GTO do futuro vencedor da corrida, RC Kerrison. Sem potência para fazerem frente aos carros de maior cilindrada os pequenos Porsche tiveram de contentar-se com o 12º (Américo Nunes) e 13º (Duarte Ferreira) lugares da classificação geral, tendo travado entre si uma interessante batalha.
Foto de autor desconhecido