Começaram a chegar ao Estoril os participantes no 39º International Porsche 356 Meeting de 2014. Na quinta feira esperam-se cerca de duzentos carros nos jardins do Casino Estoril, um espectáculo grandioso que mais tarde irá estender-se a Cascais, Sintra e Lisboa. Este será um momento único e irrepetível na história da Porsche em Portugal. Não percam.
Porsche 550 SPYDER - Uma outra história de sucesso
Edição Especial
Edição de maio da revista Auto Vintage que inclui um capítulo "especial 356" com capa a condizer. No momento em que Portugal se prepara para receber o 39º encontro mundial dos Porsche 356 é com prazer que se percorrem várias páginas de textos cuidados e bem elaborados aos quais se juntam algumas imagens de excelente qualidade. Um exemplar globalmente muito bem conseguido que honra a tradição portuguesa da marca em geral e deste modelo em particular.
Recomendamos, claro.
500 Milhas ACP 2014
Luis de Brito e o seu Porsche 356 A Cabrio durante o "slalon" realizado na Avenida da Liberdade, em Lisboa, integrado no Pedras d´el Rei Revival e que antecedeu a partida para a edição deste ano das 500 Milhas do ACP. Luis de Brito conquistou nada menos que nove vitórias no clássico Rallye de Automóveis Antigos Lisboa - Cascais - Pedras del Rei, prova do Clube Português de Automóveis Antigos infelizmente já descontinuada.
Hans Leo van Hoesch
Hans Leo van Hoesch terminou o Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) de 1952 na quarta posição da classificação geral, atrás de Filipe Nogueira, Conde de Monte Real e D. Fernando Mascarenhas, tornando-se assim no estrangeiro melhor classificado nesta dura prova. Tendo partido de Frankfurt, o talentoso piloto alemão conseguiu chegar a Portugal sem problemas de maior mas acabaria por ser batido na prova final realizada no Estoril onde os portugueses fizeram valer o seu conhecimento do terreno.
Dentro de poucos dias mais de duas centenas de Porsche 356 provenientes de todo o mundo irão percorrer as mesmas ruas do Estoril onde há mais de 60 anos se realizaram estas provas.
Rallye Aveiro Estoril 1959
O Porsche 356 Carrera de Alex Soler Roig classificou-se em segundo lugar do Rallye ACP Aveiro Estoril de 1959 mas acabaria por ser desclassificado devido à cor dos números das portas. Este piloto espanhol viria a ter uma longa e bem sucedida carreira desportiva que o levaria até à Fórmula 1, categoria em que disputou dez Grandes Prémios no início da década de 70 sem nunca ter obtido resultados especialmente interessantes.
O Porsche 356 e a Aristocracia
Nuno Gonçalo Gago da Câmara do Botelho de Medeiros, 3º Conde do Botelho, é apenas mais um dos muitos aristocratas que se deixaram fascinar pelos encantos do Porsche 356, tal como aconteceu com os portugueses D. Fernando Mascarenhas e Ernesto Martorell, bem como com os alemães Huschke von Hanstein e Wolfgagng von Trips, para não falar do belga Carel Godin de Beaufort. E muitos mais.
O Conde do Botelho teve uma carreira mais que respeitável no panorama dos ralis nacionais no início da década de 70, tendo vencido o IV Rali dos Montes Alentejanos, o "Safari" português, e conquistado um notável sétimo lugar na Volta a Portugal desse mesmo ano ao volante de um Citroen DS 21. Naturalmente, o seu belíssimo Porsche 356 C Super não poderia ser apenas "mais um", apresentando-se assim como o único exemplar conhecido dotado de ... ar condicionado, acessório muito útil para quem viaja muito pelo Alentejo. De resto, o cuidado colocado em todos os detalhes faz com que este carro seja de facto um verdadeiro "aristocrata" da estrada.
A Caminho
Extraordinária imagem que dá conta do interesse que despertou a partida dos concorrentes ao Rallye de Monte Carlo de 1961 realizada, como era habitual, em frente à sede do Automóvel Clube de Portugal na Rua Rosa Araújo, em Lisboa.
O Porsche 356 Roadster de Basílio dos Santos / Manuel Mocelek começa a percorrer o primeiro dos 3,727 quilómetros que os separam do principado e se alguém pensava que o "flat four" precisava da grelha do capot motor para "respirar" o melhor é tirar daí o sentido. Importante mesmo era ter pneus de reserva.
Foto - Centro de Documentação do ACP
Foto - Centro de Documentação do ACP
Devin Porsche
Bill Devin passou à história como um pequeno construtor americano que se dedicou a produzir automóveis de corrida em pequena escala durante as décadas de 50 e 60. O conceito era baseado num chassis simples em forma de "escada" ao qual era associado um motor de série, sendo o conjunto envolvido por uma carroçaria em fibra de vidro. Na versão "D" os Devin utilizavam motores Porsche e vários componentes do 356 tais como rodas, travões e transmissão. A suspensão provinha dos Volkswagen da época. Os Devin Porsche conheceram um sucesso relativo especialmente em provas de clube e nas séries organizadas pelo SCCA (Sports Car Club of America).
O carro que aqui se revela pertence ao italiano Andrea Coriani e irá participar no Internacional Porsche 356 Meeting do Estoril ao abrigo de uma autorização especial da Porsche Clubs Coordination que teve em conta o elevado significado histórico dos Devin . Irá ter um grande sucesso, sem dúvida.
Parque de Estacionamento
Durante décadas o Terreiro do Paço foi utilizado como parque de estacionamento de uma cidade, Lisboa, que tardava em aderir ao conceito dos parques subterrâneos. A imagem é do final da década de 50 e dá para perceber (à esquerda, em baixo) um Porsche 356 claro alinhado com muitas dezenas de automóveis de outras marcas.
Este mesmo local chegou a ser considerado para estacionar durante um par de horas os mais de duzentos Porsche 356 que vão tomar parte no 39º International Porsche 356 Meeting mas a organização optou por outro local eventualmente até mais interessante, onde os carros podem ser estacionados de forma "legal" e sem ferirem, ainda que temporariamente, a estética de uma das mais belas praças da Europa.
Colaboração de José Pedro MoreiraEm Busca
Por onde andará agora o BL-65-05? Dele pouco ou nada se sabe, excepto que se trata de um 356 B Super 90 T5. Deverá ter sido produzido em finais da década de 50, princípio de 60. Alguém sabe do seu paradeiro?
D´Ieteren Frères
O nome da empresa belga "Anciens Etablissements D´Ieteren Frères" está associado ao fabrico de carroçarias desde o século XIX. Em 1959, porém, a D´Ieterem passou a colaborar com aquele que viria a ser um dos mais importantes construtores de automóveis do mundo, a Porsche, produzindo para esta marca um considerável número de exemplares do modelo 356 Roadster, o qual não era mais do que uma versão "económica" do 356 Cabrio ao qual foram retirados os dois pequenos bancos de trás, isto para além de ser dotado de uma capota sem forro e de um pára brisas mais baixo. Na variante T5 foram produzidas 473 unidades durante o ano de 1961, às quais foram acrescentadas mais 249 com carroçaria T6 em 1962.
É um destes invulgares Porsche 356 que hoje aqui apresentamos. Fabricado em 1961 por D´Ieteren, o 356 B Roadster Super 90 de José Maria Sequeira Pereira será um dos 473 carros produzidos com carroçaria T5

Mas nem sempre este Roadster foi assim tão bonito. E consta que tem um "passado"...
Voltaremos ao assunto.
Monsanto 1954
Circuito de Monsanto 1954. O Porsche 356 de Joaquim Filipe Nogueira bem se esforçou mas o Jaguar XK120 de D. Fernando de Mascarenhas era "de outro campeonato" e ganhou a corrida. Em consequência, o segundo lugar de Filipe Nogueira teve um claro sabor a vitória.
Um Porsche no Mercado
Decorreu durante o fim de semana de 28 a 30 de Março o II Mercado Epicur levado a cabo pela Câmara Municipal de Cascais. Num dos pavilhões ficou patente o Porsche Speedster de Mário João Melo em representação do Porsche Clube 356 Portugal. O objectivo era chamar a atenção para o Meeting do Estoril que irá decorrer entre 29 de Maio e 1 de Junho. Um par de belíssimas Harley Davidson completava o cenário motorizado deste pavilhão.
A Primeira Vitória
Ernesto Martorell, em Porsche 356, terminou em 5º lugar da classificação geral o Rallye Internacional de Lisboa (Estoril) de 1951 mas venceu a respectiva classe, conquistando assim a primeira vitória da Porsche numa prova de automobilismo em Portugal. No ano seguinte, 1952, viria a conquistar a primeira vitória absoluta da marca no nosso país ao vencer de forma brilhante o Circuito de Vila do Conde.
A imagem documenta Ernesto Martorell e o Porsche 356 durante a complementar final do Rallye Internacional de 1951 disputada em volta do Casino Estoril. Filipe Nogueira, ao volante de um Jowett Jupiter seria o vencedor absoluto.
Uma História de Pneus
Fui recentemente confrontado com a necessidade de substituir os pneus de trás do meu Porsche 356, um par de Vredsteins Sprint HR15 S80 que apresentavam um desgaste excessivo na face interior após cerca de seis anos de uso. Informado pela oficina que esse tipo de pneu já não está disponível no mercado foi-me sugerida a instalação de dois Vredstein T-Trac 165/80 R15, mais modernos e com um piso substancialmente diferente dos pneus da frente. Como iria participar num evento do Clube 356 no dia seguinte, aceitei a sugestão, na expectativa de mais tarde substituir também os pneus da frente. Só que não foi preciso muito para me aperceber que o carro se tornava "inguiável" a velocidades superiores a 90 Km/h. De facto a frente do carro ficava instável e era necessário recorrer a pequenos golpes de volante para manter o carro a andar em frente. Dias depois, ao desabafar com um amigo (Jake van Beest) que é proprietário de uma pequena colecção de Porsche 356, ele me sugeriu uma marca da qual nunca ouvira falar mas que produz pneus para carros Vintage e Clássicos a partir de moldes de época, recorrendo no entanto a tecnologias da actualidade. Assim soube dos pneus Blockley (http://www.blockleytyre.com/), hoje conhecidos como a marca que nos últimos anos mais provas tem vencido em competições de clássicos disputadas em Inglaterra, o que diz bem da sua eficácia.
Decidi "arriscar" e montei um conjunto de Blockleys VR15 no meu Porsche 356 B 90. Notou-se imediatamente a diferença. O carro ficou com outra aderência, muito mais estável em curva e com a direcção muito mais precisa. Fiquei até com a sensação que as rodas da frente induziam um ligeiro "oversteer", o qual nada tem de desagradável e reflecte as características originais do Porsche 356.
Valeu a pena o investimento. Os pneus não são baratos mas estou convencido que a segurança do carro sai largamente beneficiada com esta escolha. O tipo "V" (velocidades até 240 km/h) parece-me algo excessivo, mas pode ser que uma utilização bem abaixo dos limites possa contribuir para a durabilidade do conjunto.
Com agradecimentos a Jake van Beest pelo aconselhamento e orientação.
Com agradecimentos a Jake van Beest pelo aconselhamento e orientação.
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