Porsche 550 SPYDER - Uma outra história de sucesso

Onde Estará?

Ora aqui temos mais uma missão para os nossos Sherlock Holmes especializados em Porsche 356. O carro da fotografia é (era?) português e tal como muitos outros passou por várias vicissitudes durante o período que medeia entre o seu tempo "útil" até à fase em que se tornou "clássico". Parece razoavelmente seguro que se trata de um SC (ou C) produzido entre finais de 1963 e princípios de 1965. Falta apenas saber por onde andou e onde estará agora. Terá tido uma fase "Xuxa", expressão apenas entendível por iniciados.
Alguém pode ajudar?

















Eu não dizia? Aqui está o resultado da investigação do "agente" JF:
"O AI-96-62, foi matriculado em Portugal em 20/12/1963, é um C fabricado pela Reutter depois de Julho de 1963 com o chassis 127458. Pertence (?), a João Menezes Ferreira desde 1991.
Desconheço se ainda estará por Lisboa.
JF "

Mais um Bom Livro

Acabadinho de chegar, eis um excelente livro sobre brochuras originais Porsche 356 que inclui também catálogos de cores, acessórios, especificações, etc. Compreendendo mais de trezentas páginas de boa qualidade, este trabalho foi editado originalmente em 1978 por Susan Miller e Richard Merritt, tendo passado por diversas revisões desde então. O exemplar agora recebido foi simpaticamente autografado pelos autores.
Como curiosidade assinalo o facto de a encomenda postal incluir seis selos da série "inverted Jenny", um selo produzido em 1924 e que por erro foi impresso com um avião virado "ao contrário". Uma preciosidade para os coleccionadores.




Polícia de Trânsito em Vila Real

Circuito de Vila Real 1968. O Porsche 356 Cabrio da GNR, então ainda Polícia de Viação e Trânsito, no desempenho de funções oficiais. O carro era utilizado para formalmente proceder à abertura e ao encerramento do circuito.
Foto de António Videira


Bagageiras

É sabido que os Porsche 356 não foram concebidos para transportar muita bagagem. O espaço disponível na parte da frente do carro é muito limitado e apenas por trás das cadeiras do condutor e passageiro se pode transportar qualquer coisa. Para compensar esta limitação a Reutter desenvolveu no início dos anos 50 uma pequena bagageira em metal para ser colocada sobre o capot do motor e capaz de transportar uma mala de viagem. Em 1956 a mesma Reutter apresentou um novo desenho que permitia mais capacidade de transporte em melhores condições, mas seria um "outsider", Lietz, a produzir a bagageira que se viria a revelar mais divulgada e popular. Para além destes existem várias outros fabricantes com propostas e preços semelhantes.



A bagageira Reutter original (à esquerda)  e a versão Lietz (à direita) instalada num 356 A. Em baixo algumas das opções disponíveis no mercado. Para mais informações sugerimos que consultem o site Automotion



Engº Abreu Valente

José Luis Abreu Valente ficaria conhecido no panorama do automobilismo português pelas suas múltiplas vitórias ao volante de um Mercedes 300 SL, mas foi com um modesto Porsche 356 A 1300 que conquistou por duas vezes (1955 e 56) o primeiro lugar do Rallye de S. Pedro de Moel, prova carismática do calendário nacional de então. Voltaria a vencer em 57, mas já com o incomparavelmente mais potente Mercedes.
Colaboração de Gonçalo Macedo e Cunha


O Regresso

Basílio dos Santos no momento em que desembarcava do navio que o trouxe do Funchal juntamente com o seu  356 Roadster depois de terem disputado a III Volta à Madeira de 1961. A vitória nesta prova viria apenas em 1964, também ao volante de um Porsche 356 (um SC, neste caso), modelo ao qual se manteve fiel ao longo de vários anos.
António Peixinho, em Alfa Romeo, seria o vencedor absoluto da edição de 1961.
Foto - centro de documentação do ACP


Bilhete Postal

Já não se usam, mas durante décadas levaram notícias a meio mundo. Os bilhetes postais eram normalmente enviados em viagem e por vezes acontecia só chegarem ao destinatário depois do regresso do remetente. No caso presente temos um bilhete postal ilustrado com um Porsche … 366 do Museu do Caramulo. Três-seis-seis?????
Enfim, ninguém deve ter reparado.
Agradeço ao Gonçalo Macedo e Cunha a colaboração..



As Crianças e os Porsche 356

As crianças, obviamente, gostam dos Porsche 356. Mas que mais será necessário fazer para que os avôs deles passem a gostar também?
A imagem foi obtida durante a visita ao submarino "NRP Tridente", no verão passado.




O S. Bernardo e o Porsche

"Nini" Pinto de Azevedo no dia em que tomou posse do seu cachorro S. Bernardo "Gino", provavelmente um dos primeiros animais desta raça a serem vistos em Portugal. O belíssimo Porsche 356 A Coupé da imagem foi um dos vários que utilizou ao longo da vida, tendo chegado a participar com ele em alguns ralis. Mas a questão que se coloca não tem a ver com os resultados desportivos eventualmente conquistados mas com um "enorme" detalhe: como faria a distinta senhora para transportar o S. Bernardo logo que este atingiu o estado adulto. No Porsche??? Era capaz de apostar…


Uma Outra Visão

A visão de Ana Catarina Silva sobre o encontro do 4º aniversário do Porsche Clube 356 Portugal




4º Aniversário do Clube 356

O Porsche Clube 356 Portugal comemorou a 7 de dezembro o 4º aniversário da sua fundação com um encontro no Palace Hotel do Bussaco, uma das unidades hoteleiras mais invulgares do nosso país, dotado de uma arquitectura única e de um interior requintado que nos transporta a uma forma de viver que se julgava desaparecida. Em complemento do programa, os tripulantes dos quinze Porsche 356 que responderam à chamada ainda tiveram o privilégio de conhecer o Museu das Caves Aliança, em Sangalhos, que se revelou um dos "segredos" mais bem guardados de Portugal. Um "must see" absoluto, que além da enorme qualidade do seu acervo ainda proporciona a quem o desejar um notável serviço de restaurante.




S-AU 356

A participação do Porsche Clube 356 Portugal na mais recente edição do Algarve Classic Cars teve direito a um texto da autoria de Hans-Friedrich Lemke na revista S-AU 356, órgão oficial do Porsche Club 356 Deutschland. Recorde-se que os vencedores absolutos desta prova seriam Pedro Jerónimo / Carlos Hipólito, obviamente em Porsche 356.




A "outra" vida do EI-26-60

Neste momento percorre as belíssimas paisagens da Madeira, mas o EI-26-60 teve uma outra vida no continente. Em Cascais, mais exactamente, na época em que pertenceu a Floriano Abecassis. Trata-se do chassis 156757, um Cabrio produzido em 1962 pela Reutter. Note-se a invulgar "bola de reboque" instalada pelo seu proprietário de então, um adereço fundamental para qualquer marinheiro que se preze. Aqui ficam algumas imagens desse período.



De Volta

Depois de uma pausa de quase um mês para dar um "salto" até à Austrália, aqui estamos de novo para retomar a aventura dos Porsche 356 em Portugal. E por falar em Austrália, aqui fica a imagem do carro (e do cão…) de Janice e John Walker, um casal de cidadãos australianos residentes em Brisbane  que em 2014 nele viajarão até Portugal para participarem no International Porsche 356 Meeting do Estoril. Gente extraordinária, sem dúvida, mas não podemos esquecer que foi para isto mesmo que os Porsche 356 foram concebidos.
Irá agora ser "aberto" neste blogue o Porsche 356 & Vintage Market, um espaço destinado a ajudar os proprietários e entusiastas dos 356 a encontrarem material para os seus carros ou para as suas colecções. A ideia é fazer com que aquela peça que "está a mais" lá em casa possa ser útil a qualquer outro carro e que se estabeleça um regime de mútua colaboração que só poderá ser vantajoso para todos. As condições de utilização podem ser consultadas seguindo o link que aparece na barra lateral do blogue. Boa sorte.


       Da Austrália para Portugal, o Porsche 356 de Janice e John Walker. "Have a great journey, mate!"

As Vidas do EA-50-93

Estas duas imagens têm mais de vinte anos de diferença mas são relativas ao mesmo carro, um belo Porsche 356 90 Cabrio T5 de 1960. O EA-50-93 passou pelas mãos de algumas figuras muito conhecidas do nosso país, percorreu muitos caminhos e prepara-se agora para uma nova vida. Se vai uma vez mais mudar de cor não se sabe, mas o que se deseja é que seja presença cada vez mais frequente nas estradas de Portugal
Com agradecimentos a João Folgado